Chiquinho fazendo papel de Repórter por um dia, entrevista Jorge Biásio, diretor da WMJA na America do Sul.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Fisioterapia a serviço do Judô
Em 2008, se não me engano, conheci Marcus Vinicius no excelente treino da professora Nilza no Colégio SION, por ser extremamente simpático e boa praça convidei-o junto com o Marcio Moreira (prof. de Educação Física) para frequentarem nosso treino de Master, desde então, estes 2 excelentes profissionais passaram a fazer parte do nosso grupo e ajudar na nossa preparação física. Marcus é fisioterapeuta e por sua competência foi convidado para ser fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Judô.
Perguntei se ele não poderia contribuir esporadicamente com artigos para o nosso BLOG, prontamente e com muito boa vontade atendeu ao meu pedido, apesar de sempre atarefado. Então sem mais delongas vamos ao que interessa, com a palavra Marcus Vinicius:
O trabalho de fisioterapeuta na seleção Brasileira de Judo é gratificante, as condições de trabalho são boas e o trabalho em equipe é valorizado, nossos campeões treinam no limite e por isso o corpo quase sempre sofre, articulações e músculos merecem total atenção.
O quartel general da Fisioterapia geralmente é o nosso quarto, somos 3 fisioterapeutas, e atendemos de 3 a 6 atletas por vez, as lesões mais comuns são de ombro, coluna lombar e dedos, nesse Grand Slam começamos a introduzir exercícios funcionais para ajudá-los na estabilização principalmente da cintura pélvica. O que seriam?
Os exercícios funcionais hoje, vem se tornando uma ferramenta importante nos conceitos de treinamento como também no âmbito terapêutico, tais exercícios buscam melhorar a estabilização e a mobilidade articular, o foco é o movimento, a reprodução do gesto motor; o entendimento do corpo muito mais além de músculos; a plasticidade, coordenação, conjugação do movimento, permitem que a percepção corporal aumente, a isso chamamos de propriocepção.
Mecanismos de controle partem de áreas nobres no cérebro e favorecem o conhecimento do corpo e suas possibilidades de movimento, comandos intrínsecos levam e trazem informações do meio, armazenam e as ajustam para que o organismo possa até antecipar algum evento recorrente.
A vantagem desse trabalho é a progressividade e os aspectos de inclusão, devido a sua forma de administração, podemos tomar como exemplo que um ancião que não pode entrar numa academia para realizar o "leg press machine" mas pode perfeitamente sentar e levantar de um banco na praça com total segurança, o Exercício Funcional , busca isso, a verdadeira função do movimento, no parâmetro atlético, de nada adianta um bíceps de 40cm de diâmentro se o quadril não tem mobilidade suficiente, isso no nosso mundo judoistico observamos... , jogo solto e bonito sai um ippon com leveza, força do movimento e não do músculo isolado.
No tratamento com exercícios funcionais avaliamos se houve perda da estabilidade ou mobilidade ou mesmo ambos e partir daí planificamos o protocolo. Nosso exemplo de sucesso foi o atleta Leandro Cunha, o "coxinha", no Grand Slam não foi tão bem , passamos uma série de exercícios para melhorar a mobilidade lombar, uma semana depois ganhou a etapa BH da Copa do Mundo , isso é o que mais gratifica, trabalho em equipe com resultado.
Perguntei se ele não poderia contribuir esporadicamente com artigos para o nosso BLOG, prontamente e com muito boa vontade atendeu ao meu pedido, apesar de sempre atarefado. Então sem mais delongas vamos ao que interessa, com a palavra Marcus Vinicius:
"Fisioterapia na Seleção de Judô"
por Marcus Vinicius Gomes
por Marcus Vinicius Gomes
O trabalho de fisioterapeuta na seleção Brasileira de Judo é gratificante, as condições de trabalho são boas e o trabalho em equipe é valorizado, nossos campeões treinam no limite e por isso o corpo quase sempre sofre, articulações e músculos merecem total atenção.O quartel general da Fisioterapia geralmente é o nosso quarto, somos 3 fisioterapeutas, e atendemos de 3 a 6 atletas por vez, as lesões mais comuns são de ombro, coluna lombar e dedos, nesse Grand Slam começamos a introduzir exercícios funcionais para ajudá-los na estabilização principalmente da cintura pélvica. O que seriam?
Os exercícios funcionais hoje, vem se tornando uma ferramenta importante nos conceitos de treinamento como também no âmbito terapêutico, tais exercícios buscam melhorar a estabilização e a mobilidade articular, o foco é o movimento, a reprodução do gesto motor; o entendimento do corpo muito mais além de músculos; a plasticidade, coordenação, conjugação do movimento, permitem que a percepção corporal aumente, a isso chamamos de propriocepção.
Mecanismos de controle partem de áreas nobres no cérebro e favorecem o conhecimento do corpo e suas possibilidades de movimento, comandos intrínsecos levam e trazem informações do meio, armazenam e as ajustam para que o organismo possa até antecipar algum evento recorrente.
A vantagem desse trabalho é a progressividade e os aspectos de inclusão, devido a sua forma de administração, podemos tomar como exemplo que um ancião que não pode entrar numa academia para realizar o "leg press machine" mas pode perfeitamente sentar e levantar de um banco na praça com total segurança, o Exercício Funcional , busca isso, a verdadeira função do movimento, no parâmetro atlético, de nada adianta um bíceps de 40cm de diâmentro se o quadril não tem mobilidade suficiente, isso no nosso mundo judoistico observamos... , jogo solto e bonito sai um ippon com leveza, força do movimento e não do músculo isolado.
No tratamento com exercícios funcionais avaliamos se houve perda da estabilidade ou mobilidade ou mesmo ambos e partir daí planificamos o protocolo. Nosso exemplo de sucesso foi o atleta Leandro Cunha, o "coxinha", no Grand Slam não foi tão bem , passamos uma série de exercícios para melhorar a mobilidade lombar, uma semana depois ganhou a etapa BH da Copa do Mundo , isso é o que mais gratifica, trabalho em equipe com resultado.
A cada 15 dias estaremos dando dicas de exercícios funcionais para nosso judo master.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Entrevista com os Prof. Marcus Vinicius e Márcio Correia
Vejam em primeira mão o que planejam nossos carrascos para a nossa preparação física:
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